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Escritórios virtuais ganham espaço na Capital

Tempo de leitura: 6 minutos

Escritórios virtuais ganham espaço na Capital

Caracterizada pela flexibilidade no aluguel de salas, modalidade vive momento de expansão, com alta de 15% ao ano


Fernando Soares

MARCO QUINTANA/JC


Karnas e Patricia destacam a adaptabilidade do modelo aos negócios.

Quase desconhecidos há pouco tempo atrás, os escritórios virtuais começam a cair no gosto de empresas de distintos portes e de profissionais liberais. Situação evidenciada pela crescente movimentação em um nicho de mercado relativamente novo no Brasil. Apenas em Porto Alegre, nos últimos quatro anos, o número de salas disponíveis na cidade saltou de 117 para 173, segundo a Associação Nacional dos Centros de Negócios e Escritórios Virtuais (ANCNev). No País, segundo a entidade, são 850 espaços, a maioria em São Paulo.

“Esse mercado tem crescido, em média, 15% ao ano no Brasil”, diz o gaúcho Paulo Karnas, presidente da ANCNev e há 17 anos proprietário do Virtual Escritórios, na Capital. A flexibilidade em relação ao uso e a economia financeira gerada com a locação são as marcas dos escritórios virtuais – também chamados de escritórios inteligentes. Nesta modalidade, o cliente pode contratar uma sala por hora, dia ou mês e tem à sua disposição toda a infraestrutura de um escritório normal, como telefone, internet e secretária. Diferentemente do coworking, o ambiente não é compartilhado.

O consumidor paga as próprias despesas, como as ligações, e a locação da sala, calculada por metro quadrado. “Em Porto Alegre, é cobrado, em geral, de R$ 200,00 a R$ 250,00 o metro quadrado mensal. Mas os valores são negociáveis, dependendo do tempo que o cliente ficar”, explica Karnas. Além disso, é possível recorrer à alternativa apenas para ter um endereço empresarial ou fiscal e utilizar o serviço de secretária, por exemplo. Neste caso, os preços cobrados pelos sete escritórios virtuais da Capital variam entre R$ 180,00 a R$ 220,00 a cada 30 dias. Para firmar acordo, são necessários documentos da empresa ou do profissional, mas não é preciso fiador.

Hoje, o Rio Grande do Sul conta com sete espaços, todos em Porto Alegre. O mais recente a sair do papel foi o M7 Offices, inaugurado em outubro, no bairro Moinhos de Vento. A perspectiva da ANCNev é de que novos players entrarão no ramo nos próximos anos, abrangendo também cidades do Interior. Devido à elevada procura por parte do público, uma série de investidores passou a ver nesse segmento uma possibilidade de ter um negócio rentável. A criadora do M7 Offices, Patricia Ribeiro, é uma recente integrante desse time.

Publicitária de formação, Patricia viu na própria necessidade profissional uma oportunidade. Dois anos atrás, ela trabalhava em casa para uma agência de publicidade. Com uma filha pequena para cuidar, o foco por vezes era desviado. “Quando tu entras no escritório virtual, tua preocupação é só com a atividade. Tu não tens que te preocupar com a limpeza, a lâmpada que queimou ou a secretária que não veio. A responsabilidade pelos serviços que não são da tua atividade-fim, nós (escritório virtual) gerenciamos”, afirma a empresária.

Alguns estabelecimentos optam pela versatilidade. Além dos escritórios pré-prontos, a porto-alegrense Macro Office aposta em salas para eventos para até 200 pessoas como um diferencial. O próximo passo será a criação de uma nova unidade com 12 salas de contingência. “A ideia é atender empresas que tiveram suas atividades paralisadas por algum motivo e precisam de um local pronto para trabalhar. É um novo segmento que está aparecendo”, define Maria Helena Holderbaum, sócia-diretora do local. O novo espaço está em construção e deve abrir as portas em setembro de 2013.

Com o mercado brasileiro em alta, companhias de escritórios virtuais do exterior também passaram a ocupar maior espaço. É o caso da britânica Regus, que possui 33 unidades em 11 cidades brasileiras, incluindo Porto Alegre. Até dois anos atrás, a companhia tinha 10 unidades espalhadas pelo Brasil. A intenção é manter expansão acelerada e ampliar o número de clientes, que hoje chega a 10 mil em todo território nacional.

“Há uma demanda grande. Qualquer empresa precisa de uma solução flexível. Agora, com a incerteza global gerada pela crise europeia, é complicado para um empresário investir no seu próprio escritório”, acredita Guilherme Ribeiro, diretor-geral da Regus no Brasil. Para Ribeiro, Porto Alegre ainda é um mercado intermediário no País.

Empresas e profissionais recorrem à modalidade com diferentes objetivos

O perfil dos usuários de escritórios virtuais é bastante diversificado. A modalidade atrai desde companhias de grande porte que pretendem ficar algum tempo em uma cidade até profissionais liberais em início de carreira que não têm condições de montar a própria estrutura. Além disso, os espaços são frequentemente locados para a realização de treinamentos, processos seletivos e reuniões. O tempo de estada também oscila bastante. “A rotatividade é grande. Mesmo assim, há empresas e profissionais que ficam meses ou até anos na mesma sala”, constata Paulo Karnas, presidente da ANCNev.

Quando o consultor de Recursos Humanos Paulo Gama descobriu o que era um escritório virtual não pensou duas vezes antes de contratar o serviço. Isso ocorreu 17 anos atrás. Desde então, ele nunca mais abandonou a opção. “Várias vezes pensei em sair, mas a relação custo-benefício sempre pesou. Tenho uma sala fixa que uso em tempo integral e, quando preciso de mais espaço, alugo outras temporariamente”, conta o consultor. Ele estima que, se tivesse um escritório próprio, aumentaria em até 40% seus gastos mensais com manutenção.

Já o empresário Antônio Dreyer e seus dois sócios da consultoria de gestão de energia GV Energy escolheram um escritório virtual de 10 metros quadrados, em 2006, para conduzir os primeiros passos da companhia. Com o crescimento da empresa, eles alugaram mais salas virtuais até que chegou um momento no qual a mudança ficou inevitável. Hoje, a companhia tem sede própria de 400 metros quadrados na Capital gaúcha. “No início, precisávamos ter um endereço fiscal e estávamos procurando um local pequeno. Sairia muito caro montar e manter uma estrutura de escritório logo de cara”, lembra Dreyer.

Cada estabelecimento trabalha de uma forma, ofertando diferentes tipos de pacotes. No entanto, a lógica é a mesma. “Quanto mais o cliente usa o escritório, menor é o valor/hora cobrado pelo aluguel”, esclarece Maria Helena Holderbaum, sócia-proprietária da Macro Office. “A flexibilidade é a chave do negócio. Os valores sempre podem ser negociados com quem contrata o serviço”, complementa Patricia Ribeiro, proprietária do M7 Offices. Atualmente, o valor/hora cobrado em Porto Alegre não fica abaixo de R$ 20,00. No entanto, com R$ 1,5 mil mensais, é possível locar um espaço em tempo integral.

Fonte:http://jcrs.uol.com.br/site/noticia.php?codn=109525

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