top of page
  • contato475414

Ambientes de trabalho compartilhados estimulam empreendedorismo colaborativo em SC

Tempo de leitura: 4 minutos



Espaços reúnem lojas, escritórios e servem também como locais para eventos



Por Anaísa Catucci, Especial do G1 SC





Pulp Store, loja de camisetas e acessórios, fica no espaço (Foto: Mariana Smania)


Em 2016, a catarinense Natália Veiga, 30, resolveu inovar ao fundar um “espaço maker” em Florianópolis. Uma proposta para promover sinergia em conectar iniciativas de empreendedorismo. As múltiplas funções do espaço também indicam um novo estilo colaborativo de trabalho, que vão muito além do coworking: são ao mesmo tempo escritórios, lojinha, espaço para eventos, feiras e, acima de tudo, ponto de encontro para estimular a troca e a criação de conhecimento.


Além disso, colabora na profusão do ecossistema de inovação em Santa Catarina pois, junto com pelo menos outras seis cidades, concentram 40 áreas de trabalho compartilhado, segundo maior número do país.


A Lona Criativa reúne numa área de quase mil metros quadrados com vista para a Beira-mar Continental, no bairro Estreito, estações de trabalho, salas de reunião, auditório, um ateliê de costura com máquinas, bustos e mesas de corte, uma oficina de ferramentas e marcenaria, uma cozinha, um estúdio de fotografia e uma área para alimentação.


“É um laboratório base para os criativos de Florianópolis. É uma casa colaborativa de arte, moda, design e vivência. Estamos aqui para repensar comportamentos humanos. É um espaço em que se a pessoa tiver vontade tem a oportunidade de fazer uma cadeira ou até mesmo de fazer o figurino de carnaval”, afirma Natália.


A fundadora lembra que entre motivações para iniciar o próprio negócio estava presente a inquietude em busca de experiências criativas. Em sua trajetória, as mudanças de planos, de estudos e até mesmo de vida, interferiram para a criação do espaço carregado de influências da moda e em processos educacionais não formais.


O espaço abriga, regularmente, cerca de quatro empresas. Também ocorrem cursos e workshops, como os de tecido acrobático, costura, branding, desenvolvimento de aplicativos, oficinas de crochê e marcenaria para mulheres. “Estamos estendendo a Lona e abrigando nela os sonhos de muita gente, é disso que somos feitos, de conexões, de propósitos e de vontade”, ressalta Natália.


Na programação também consta séries de conversas sobre produção musical, exposição de arte, combates de vídeo game e discotecagem.







Ateliê de costura Lona (Foto: Otávio Monti)



Interação de negócios e sustentabilidade


A conexão entre as empresas instaladas no local também revelam uma tendência de workstyle dentro dos paradigmas de sustentabilidade do mundo contemporâneo e também de incentivo ao empreendedorismo desde a adolescência.


Uma unidade do Banco de Tecidos, que é uma iniciativa desenvolvida há três anos em São Paulo, funciona no local com a parceria da co-fundadora do movimento Roupa Livre, Mariana Pellicciari, 29 anos, e da estudante de moda Bárbara Poerner, de 20 anos. A proposta incentiva estender o ciclo de vida dos materiais, por meio de trocas, doação e o depósito de sobras de tecido para reaproveitamento e criação de novas peças.


“No banco, a moeda é o tecido. As pessoas depositam e recebem créditos para a retirada de tecidos e aviamentos. Se as pessoas desejam apenas só comprar o tecido, elas podem comprar por quilo. É uma forma de repensar a moda, que é a segunda indústria que mais emprega e a segunda que mais polui. É uma nova chance para tecidos que estavam sem uso”, afirma.







Banco de tecidos (Foto: Anaísa Catucci)


Para os sócios da Pulp Store, loja cult de camisetas e acessórios, Alexandre Sandall e David Mattos, a possibilidade de integrar ao espaço coworking também influenciou na reestruturação da marca.


“A Pulp ficava no Centro de Florianópolis, mas o jogo virou quando começou a sofrer diversos arrombamentos e então ficou impossível se manter naquele local. Quando viemos para a Lona foi possível notar que é um espaço que por si só já inspira, as pessoas que chegam lá querem criar algo ou ajudar em algo que alguém está criando. Tudo é de alguma forma reaproveitada”, comenta Sandall.


Segundo o empreendedor, o desafio para os próximos meses é fazer com que as pessoas visitem ainda mais o espaço e fiquem para tomar um café ou comprar um presente.







Interior da loja Pulp na Lona (Foto: Mariana Smânia)


A Lona também abre oportunidade para iniciativas como as Cupxinhas, que são cupcakes no formato de coxinha desenvolvidos pela estudante Francine Franco, de 13 anos.


Com a proposta, ela pretende mostrar que para empreender não tem idade e também aliar ações sociais, já que para cada produto vendido outro será doado para crianças carentes. “As Cupxinhas nasceram para espalhar amor e felicidade para todos. E ninguém fica mais feliz do que eu quando vejo alguém comprando e amando”, disse.

http://g1.globo.com/sc/santa-catarina/sc-que-da-certo/noticia/ambientes-de-trabalho-compartilhados-estimulam-empreendedorismo-colaborativo-em-sc.ghtml

3 visualizações0 comentário

Posts recentes

Ver tudo

Gestão Financeira - Por que esse é um tema importante

Gestão financeira são procedimentos que tem por base o controle e planejamento das atividades financeiras de uma empresa. Por meio de registros e de um bom acompanhamento por parte do gestor, é possí

Comentarios


bottom of page